cover
Tocando Agora:

Ex-aluna diz que professor da UFG demitido após denúncias de assédio sexual sugeriu ir a motel: 'Me assustou muito'

Professor da UFG é demitido após denúncias de assédio A ex-aluna que denunciou o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Victor Rezende Moreira C...

Ex-aluna diz que professor da UFG demitido após denúncias de assédio sexual sugeriu ir a motel: 'Me assustou muito'
Ex-aluna diz que professor da UFG demitido após denúncias de assédio sexual sugeriu ir a motel: 'Me assustou muito' (Foto: Reprodução)

Professor da UFG é demitido após denúncias de assédio A ex-aluna que denunciou o professor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Victor Rezende Moreira Couto, por assédio sexual, contou que ele sugeriu que fossem juntos a um motel durante o retorno de uma atividade em uma fazenda escola. O docente atuava na Escola de Veterinária e Zootecnia (EVZ) e foi demitido após um processo administrativo que apurou as denúncias de estudantes. “No meio do caminho ele sugeriu que a gente fosse pra um motel que tinha na estrada. Aquilo me assustou muito”, afirmou a vítima, que preferiu não se identificar, em entrevista à TV Anhanguera. O g1 não conseguiu localizar a defesa do docente até a última atualização desta reportagem. Em nota, a UFG disse que ainda não foi notificada oficialmente pelo Ministério da Educação (MEC) sobre a decisão de demitir o servidor e que poderá se manifestar após a devolução formal do processo. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp De acordo com a ex-aluna, os episódios ocorreram em 2017. Ela relatou que, na época, começou a perceber comportamentos que considerou inadequados para a posição de professor, que era do comitê de orientação, como pegar no cabelo e no braço das estudantes. A estudante destacou ainda que o Victor tentava ficar sozinho com ela. Após ele ter sugerido que fossem para um motel e ela ter se recusado, o professor teria continuado insistindo. "Eu falei não, não, você é casado. Você tem filha. Eu sou casada [...] Ele continuou mandando mensagem e tudo. Tive vários problemas pessoais por causa disso. Acabou também culminando no meu divórcio", relembrou a denunciante. As denúncias contra o docente continuam sendo investigadas na esfera criminal pela Polícia Civil. O g1 entrou em contato com a corporação para saber sobre o andamento da investigação, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. LEIA TAMBÉM: Professor da UFG é demitido após alunas denunciarem abuso sexual Desembargador é condenado a se aposentar após assédio sexual contra funcionária terceirizada do TJ-GO, diz CNJ Família de atleta que representou o Atlético-GO denuncia que adolescente sofreu assédio em alojamento durante campeonato em SP Outras denúncias Em 2023, a ex-aluna teria sido procurada por outras cinco estudantes que relataram situações semelhantes envolvendo o professor. Em entrevista à TV Anhanguera, a advogada Patricia Zapponi, que atua na defesa de mulheres e representou as seis estudantes no processo administrativo, contou que o professor teria usado a posição na universidade para obter vantagens de cunho sexual. “Ele dizia que, se as meninas não ficassem com ele, elas não iam ter oportunidade de trabalho, que era um meio masculino e que ele era um homem muito influente”, afirmou. Quem é o professor? Professor Victor Rezende Moreira Couto foi demitido após processo administrativo que apurou denúncias de assédio Reprodução/TV Anhanguera De acordo com dados do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA), Victor Rezende Moreira Couto era professor de Produção de Bovinos de Corte e atuava como coordenador da disciplina para os cursos de zootecnia, agronomia e veterinária. Além disso, ele orientava alunos no Programa de Pós-graduação em Zootecnia (PPGZ), com foco em nutrição de bovinos de corte em pastejo. Victor coordenou o Centro de Pesquisa em Pecuária Extensiva (CEPPEX) e foi responsável pelo Laboratório de Nutrição Animal do Departamento de Zootecnia da EVZ. Processo administrativo No dia 26 de fevereiro foi publicado no Diário Oficial da União (DOU) uma decisão do Ministério da Educação (MEC), assinada pelo ministro Camilo Santana, que determinou que o professor fosse demitido. De acordo com o documento, o servidor foi declarado culpado por infringir os seguintes dispositivos da Lei nº 8.112: Art. 116, inciso IX: Violação do dever funcional de manter conduta compatível com a moralidade administrativa. Art. 117, inciso IX: Infração por valer-se do cargo para lograr proveito pessoal ou de outrem, em detrimento da dignidade da função pública. Art. 132, inciso V: Prática de incontinência pública e conduta escandalosa na repartição. 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás

Fale Conosco